Maria Cultura


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A revolução está no simples

18mai

publicado por Maria Cultura

por Fernando Volken Togni

Designer gráfico e ilustrador. 

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Graffiti puro mármore

7abr

publicado por Maria Cultura

por Sara Cadore Luz

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Quem passar pelo Rio de Janeiro até o dia 17 de maio não pode deixar de conferir a mostra “Vertigem”, da dupla de grafiteiros Os Gêmeos, instalada em três salas do CCBB. Entre pinturas, esculturas e instalações sonoras, as obras dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo vão rapidamente do realismo urbano ao devaneio que multiplica mentes.

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Em um mesmo espaço, é possível conferir a reprodução de um lar modesto, onde alguém esqueceu o forno aceso e que pode ser estar em qualquer periferia. Ou, ainda, experimentar o Luminescence, um cubo cabeça que segue a linha dos bonecos amarelos por fora, mas por dentro entre luzes e espelhos se transforma em um caleidoscópio infinito.

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Os Gêmeos, que só conseguiram visibilidade em sua terra natal depois de ganharem destaque em Nova York, usaram muitos recursos pra compor “Vertigem”: luzes, sons, música, escultura em madeira, paetês. O processo foi como abrir uma janela e a referência para as palhetas de cores são as nuances do Brasil. Neste vídeo gringo , feito para o mercado que primeiro os acolheu, Os Gêmeos contam mais sobre sua história. As imagens de fundo são uma versão ampliada do que vimos de “Vertigem” no Rio.

Seguindo pelas salas do Centro Cultural do Banco do Brasil, o universo urbano que nasceu nos muros de São Paulo ganha espaço como se fosse parte de um sonho colorido. O imaginário dos artistas viaja em cores e texturas para contar uma história real que acontece diariamente nas ruas de grandes cidades. Um jeito lúdico de retratar as desigualdades sociais que são o modo de vida de um povo que nem de perto chega ao mármore do CCBB.

A terceira sala da exposição, que abriga a obra Os Músicos, talvez seja também a mais sensorial e interativa. Um estúdio, ou um palco, está ali à disposição dos visitantes. Os mais talentosos e/ou curiosos podem arriscar alguns acordes na guitarra, no baixo ou na batera. O som ecoa em mais de uma centena, imagino eu, de caixas de som suspensas na parede.

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Um trabalho que evoca contradições e que apontando diferenças chegou à fachada do Tate Modern o museu de arte moderna de Londres. Entre conquistas e resgates, Os gêmeos seguem abrindo as trilhas para a street art a portas fechadas, trazendo uma realidade que passa longe das grandes galerias.

CCBB - Rio de Janeiro

Data: de 24 de março a 17 de maio de 2009

Entrada franca

Anunciação

23mar

publicado por Maria Cultura

* um conto de João Kowacs

Caçávamos. Digo caçávamos porque estava acompanhado, mas, na realidade, deveria dizer que caçava. A minha companheira era quem dirigia, e quem atirava era eu. A moça no banco do motorista era Roberta. Ela não atirava por, além de ser mulher, ser vegetariana, o que não me convencia de maneira alguma. Além do mais, o fato de ela ser mulher, ainda que, em outros momentos, merecesse a minha atenção, agora era somente uma preocupação a menos. A espingarda de ar comprimido era só minha. Eu só deveria me preocupar com os pombos. Roberta se tornou adepta do vegetarianismo aos 13 anos, após visitar a fazenda de uns parentes. Mas era asmática desde sempre; sendo assim, os pombos, malditos, por motivos históricos e biológicos, eram inimigos de longa data, e, conseqüentemente, merecedores de sua eterna, ainda que indireta, vingança. Vacas mortas para alimentação? Pecado. Pombos mortos por Prazer? Justiça. Aquela lógica de ódio me era útil, então saíamos nós, prontos para a Justiça.

A minha espingarda de chumbinho parece muito mais letal do que de fato é. Mesmo os pombos morrem somente quando atingidos em algum ponto vital. A possibilidade de se matar, ou ferir de verdade, um humano com um pedaço aerodinâmico de chumbo de 4,5 mm é nula. Por outro lado, com uma certa determinação e a coronha, o caso é outro. Mas essas divagações são desnecessárias. Não tenho, nem tinha, alvos tão grandes. E mesmo que tivesse, Roberta, ao meu lado, jamais teria aprovado.

Roberta possui, sem dúvida, peculiaridades incríveis. Além de exímia enroladora de baseados, asmática e vegetariana, é também inteligente, boa motorista e vingativa. Uma ótima companhia. Uma de suas peculiaridades, porém, é o motivo de um apelido que ela mesma não sabe que carrega. A contratura do seu rosto acompanhada da vocalização espasmódica do ar abandonando o seus pulmões, ambas sempre surgindo involuntariamente no ápice do ato sexual, fizeram com que Roberta ficasse conhecida como Orgasmo Risadinha, Trepada Gargalhada ou qualquer outro sinônimo. Apesar do meu bom berço, devo dizer que quando goza, Roberta, com suas risadas, parece alcançar um vislumbre do tipo de elevação espiritual que faz com que se veja o lado patético de tudo.

Eu, por minha vez, posso dizer que mato pombos como forma de exercício zen-budista, ou que é um desejo de contribuir com a sociedade, ou qualquer coisa. No fundo, acho que gosto mesmo é de me sentir poderoso o suficiente para quebrar algo belo, pequeno e que, apesar de ter um cérebro de titica, é capaz de se movimentar rápido para cacete. Vendo pelo lado positivo, isso me satisfaz a ponto de eu não cogitar assassinar, ou mesmo agredir fisicamente alguém. Sou um ser cordial com quase todos os outros seres. Acho que finalmente entendi o conceito de sublimação. E, no final das contas, quem além dos velhos se importa com os pombos?

Estamos em uma praça, ao fundo uma ancestral e opressora igreja dorme. A falta de alvos nos torna tensos. O fusca de Roberta avança, lento e cheio de perigo como um felino. Dentro dele, fumamos em silêncio. Minha arma está carregada, as janelas estão abertas, estamos prontos, e nada. Já é quase noite, e o dia está nublado. Saímos muito tarde hoje.Talvez seja isso. Talvez devêssemos desistir.

Mas, eis que, em um momento de glória, surge nos céus uma puta pomba, gorda e branca. Um tiro impossível, a pomba voando alto e rápido desse jeito. Atiro mais para registrar a tentativa, não passar por cagão e tal. E, milagre, acerto no meio da cabeça da desgraçada. Não devia ter saído da cartola hoje, vadia!

Quase nos cagamos de rir dentro do carro. Roberta imita o último momento de vida da falecida. E gargalha. Minha taça transborda. Dormirei como um anjo hoje. Ha ha ha-olha lá, ela ainda tá batendo as asas!-Ha ha ha.

Acho que peguei pesado. Os sinos da igreja começam a bater como se quisessem nos correr dali. Roberta olha na direção do robozinho quebrado de Deus e fica séria. Ela já havia me dito que achava aquilo do bicho se mexer depois de morto uma bad trip. Arrancamos calados, no mesmo momento em que uma tempestade bíblica começa a cair.

Quando chegamos ao bar, um oásis seco, tomo as providências de praxe. Compro uma ficha e começo a preparar a sinuca. Normalmente eu receberia ajuda. Mas hoje não. Ela, perturbada, fita coisa-nenhuma. Começamos a jogar, ainda mergulhados no seu silêncio ruminante de vegetariana ferida. Que monte de bosta. O resto da noite seria igual, não fosse pelo estranho que se aproxima de nós. Negro e com quase dois metros de altura, o homem pareceria um caçador zulu, não fosse pelo seu sobrenatural sorriso e seus trajes ocidentais: botas, calça jeans puída, camiseta tye-dye e uma jaqueta preta de couro sintético com tachinhas, rebites e o desenho em branco de duas asas nas costas.

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Estávamos hipnotizados por aquela aparição. Roberta era presa fácil para aquele cara. Eu sabia, ele sabia, todos sabiam. Mas algo que só eu e ela sabíamos era que tinha sido de propósito todo esse lance de se mostrar uma presa fácil para ele, o que, no fundo, me deixava meio deprimido por estar sozinho. Antes do final do jogo, os dois já tinham começado a se pegar, ainda que de leve, em cima da mesa de sinuca. Ele falava no ouvido dela, que, para aumentar o meu desgosto, se segurava para não gargalhar. Ele se despede com um beijo, prometendo voltar, e caminha até o banheiro. Ela olha para mim com os olhos faiscantes. Esse cara é uma figura. O nome dele é Jibrail. A gente tá indo lá para casa. Me dá um tempo, viu? E entra sem fazer barulho. Ok, Ok, pode deixar. Por razões políticas eu andava morando com Roberta por esses dias, até restabelecer minha estratégia. Estava na casa dela, não podia dizer nada. Merda. E quando o cara chegou de novo, estendeu a mão e falou com uma voz potentíssima e debochada “Roberta Maria, vamos?”, eu soube que minha previsão de dormir como um anjo havia ido para o saco.

Chego duas horas mais tarde, mas não tarde o bastante. Deito bêbado e puto da cara em meu leito honorário, o sofá. Tive que vir caminhando na chuva, chego aqui e os dois, sem a menor consideração, trepam no volume máximo e a todo o vapor. Roberta gargalha abertamente como quando assiste desenhos animados chapada, ri nervosa e sem pausa como quando está perdendo uma discussão, geme como se estivessem fazendo cócegas com uma pena de pomba branca por todo o seu corpo. E, logo antes de se aquietarem e me deixarem dormir, escuto ainda a voz daquele cara, que, provavelmente, com esse berro terminou de acordar os vizinhos. VAI ROBERTA MARIÁÁÁÁÁÁÁ!

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Acordo. O tal de Jibrail está sentado, sério e descalço, em uma poltrona. Ele me observa enquanto chupa uma laranja. Roberta deve estar dormindo semi-morta e revirada, com dor na barriga de tanto rir. Ele tira semente por semente da boca, pousando-as uma-a-uma no tampo de vidro da mesa. Ele veste apenas sua calça jeans e a jaqueta com as asas estampadas nas costas. Ele me olha com olhos grandes de preocupação e seriedade. Reparo que as sementes de laranja que ele solta sem ver formam o desenho de uma cruz.

- Cara, tu é o cara que tá morando com a Roberta Maria?

Que tipo de imbecil é esse? É óbvio que eu sou o cara que tá morando com a Roberta. E por que ele chama ela assim? Nem a mãe dela chama ela pelo nome inteiro.

- É, pois é…

Ele pega fôlego lentamente, escolhendo as palavras de uma maneira obstinada e nervosa.  Não tenho idéia do que esse bosta vai falar.

- Tu por acaso te chama José?

- Sim…

- Então cara, não é por mal, eu só tô mandando um recado, mas - ele fala tudo isso de maneira pausada, enquanto se aproxima de mim - tu te fudeu.

E então aquele homem negro seminu de dois metros de altura se desfaz em uma explosão de luz e penas brancas.

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“Anunciação” é o primeiro conto do livro de estreia de João Kovacs, intitulado “O Ideograma Impronunciável”, que deverá ser lançado no meio de 2009.

E com vocês: Lia Sabugosa!

17mar

publicado por Maria Cultura

por Lia Sabugosa

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Bom, vou começar me apresentando. Sou cantora, carioca, casada, cresci numa família grande e unida. Amo a música acima de tudo, mas me interesso por muitas coisas, computador, culinária, vídeo, gosto de saber como as coisas são feitas, pra quem sabe um dia construir uma cômoda ou uma saia… sei lá. Já pintei seda, trabalhei em locadora, produtora, loja de roupa, rádio, fiz faculdade de comunicação. Mas desde pequena já sabia o que queria e como boa capricorniana sou teimosa. Aliás nem acredito muito em astrologia, mas quem crê diria “isso é bem coisa de capricórnio”. Cresci no meio da música, minha mãe, Ana Sabugosa, era empresária artística e sempre me levava com ela pros estudios e shows. Eu achava aquele mundo genial e sempre me senti muito à vontade nele. Subi no palco a primeira vez aos 17 anos, claro que fiquei nervosa, mas era um nervosinho bom de sentir, quase viciante. A essa altura já não tinha dúvidas de que aquela seria minha vida.

Percorri o caminho comum a todos os músicos. Estudei musica, cantei em banda, na noite e assim fui entendendo o que eu queria mostrar para as pessoas, e por que não dizer pro mundo.  Gravei meu primeiro CD de maneira independente com a participação de músicos importantes na minha vida e no cenário musical brasileiro. Consegui lança-lo em Portugal. A tiragem que fiz também foi toda vendida nos shows no Brasil.

O tempo foi passando e com músicas novas no repertório veio a necessidade de fazer um segundo disco. Então com ajuda de Cesinha (meu marido e um dos maiores bateristas do Brasil), Daniel Lopes e Lucas Duque meus companheiros musicais de longa data começamos a gravar. Fizemos as bases no estudio do tecladista e produtor Carlos Trilha.  Depois as coberturas foram feitas na Sonido, produtora do Lucas e Daniel. Mais uma vez contamos com participações muito especiais como, Davi Moraes, Donatinho, Mu Carvalho, Dadi, Pedro Baby, Lancaster… O repertório deste projeto é todo de músicas inéditas de novos compositores, alguns deles já estavam presentes no meu disco anterior como Mila Bartilotti e o próprio Daniel Lopes. Neste conto também com Apoena, MarthaV, Jorge Ailton.

Mas chega de blá, blá, blá, vamos ao som! Vocês podem ouvir algumas canções deste disco, que já esta em fase de finalização no www.myspace.com/liasabugosa e para ver um pouco do que rola nos shows www.youtube.com/liasabugosa. Espero que gostem. Depois me contem!

Beijos!

P.S. Aproveito para convidá-los a conhecer mais um pouco do trabalho de alguns desses músicos que citei.

Daniel Lopes  - www.myspace.com/danielopes
Cesinha - www.myspace.com/flenks
Lancaster - www.myspace.com/lancasterlopes
MarthaV - www.myspace.com/marthav
Apoena - www.myspace.com/apoenabr
Carlos Trilha - www.myspace.com/carlostrilha
www.sonido.com.br

Davi Moraes – www.myspace.com/davimoraesoficial
Dadi – www.myspace.com/dadicarvalho
Mu Carvalho  - www.myspace.com/mucarvalho
Donatinho – www.donatinho.com

Transformando desafios em hits

12mar

publicado por Maria Cultura

Por Juliana Correa (A Chef dos Astros e das Estrelas, responsável por almoços culturais do StudioClio)

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Pensar em algo que satisfaça o paladar e ao mesmo tempo contemple o ideal de uma alimentação saudável parece impossível? Com criatividade é possível alcançar estes dois objetivos sim! Acostumada a criar os cardápios de acordo com o perfil de cada cliente/evento, recentemente recebi novos desafios, cujos resultados acabaram se transformando em hits!

Para a inauguração de um Centro de Medicina Estética, onde o público alvo busca boa forma física, criei finger foods com ingredientes naturais ensaiando um novo paladar… que tal espetadas de melão com presunto parma ou palitos de aipo com geléia de pimenta? O público aprovou e comprovou que também é possível beliscar petiscos saudáveis e saborosos..

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Outro exemplo ainda mais apetitoso: à pedido de uma marca de Cerveja, criei a Pizza Gourmet, que é feita com farinha integral e fermentada com cerveja, tornando a massa extremamente leve, crocante e nada calórica, realçando apenas o sabor do recheio, que pode ser super light!

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Receita da Pizza de Cerveja
Nesta receita a cerveja é utilizada para fermentar a
massa da pizza que fica fina, crocante, e deliciosa.

Rendimento:6 pizzas individuais
Grau de Dificuldade: Médio
Tempo: 01 hora

Utensílios necessários:

Rolo de massa
Peneira
Colher (sopa)
Colher (chá)
Colher (café)
Recipiente para fazer a mistura da massa
Xícara

Ingredientes para a massa:

03 xícaras de farinha de trigo
03 xícaras de farinha integral
01 colher (chá) de sal
01 colher(café) de açúcar
05 colheres de sopa cheia de azeite de oliva extra virgem
01 lata de cerveja da sua preferência

Ingredientes para o molho:

06 Tomates italianos maduros
02 Colheres de azeite de oliva extra virgem
01Colher (café) de açucar
01 Pitada de pimenta preta moída na hora
01 Dente de alho

Ingredientes para o recheio:

700g Queijo  mussarela ralado grosso
12 Unidades de cogumelos  paris pequenos
30 Fatias de lombo canadense defumado cortado em fatias finas
01 Pote de cream cheese
12 Unidades de azeitonas pretas cortadas sem caroço

Modo de preparo:

Passe a farinha de trigo napeneira, acrescente a farinha integral, o  sal, açucar e misture,depois coloque o azeite de oliva e a cerveja  morna, vá colocando acerveja aos poucos. Sovar a massa, deixar descansar por meia hora tapada com um plástico, dividir em 06 partes iguais. Fazer06 bolinhas da massa, e abrir com o auxilio do rolo em cima de uma bancada lisa e utilizando farinha de trigo para não grudar a massa na bancada.Usar um prato médio de molde e cortar com um cortador de pizza, para que ela fique redonda. Pré assar a massa no fôrno pré aquecido á 180 graus por 05 minutos,  virar a massa e assar por mais 05 minutos. Repetir com as outras massas. Asse todas e reserve.

Modo de preparar o molho:

Coloque água para ferver em uma panela, faça um pequeno corte em x no tomate, deixe por 2 minutos o tomate na água fervendo, retire o tomate, coloque na água fria, retire a pele do tomate, tire as sementes do tomate e corte em cubos, refogue com o azeite de oliva extra virgem e um dente de alho, acrescente o açúcar para tirar a acidez do tomate.Finalize com sal e pimenta.Montagem.Pegue os discos de pizza,  coloque o molho de tomate, deixando as bordas sem molho.Divida o  queijo mussarela ralado entre as 6 pizzas, colocando em cima do molho, deixando as bordas sem queijo.Colocar 5 fatias de lombbo em cada pizza, uma colher (chá) de  cream cheese embaixo de cada fatia. Corte o cogumelo paris em fatias finas e divida entre as pizzas, faça o mesmo com as azeitonas pretas. Por último coloque o orégano e asse em fôrno pré aquecido á 180 graus por aproximadamente dez minutos, até que a borda fique levemente dourada e o queijo derretido.

Obs: O recheio pode ser de calabresa fininha em fatias, ou tomate cereja, mussarela de búfala e manjericão.

Bon Apetit

O Não no Sim

4mar

publicado por Maria Cultura

por Carol Teixeira

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Estava no avião, rumo a Portugal, revendo “Vicky, Cristina, Barcelona” (novo filme do Woody Allen) e o absorvendo de forma diferente da primeira vez. Fico mais sensível quando estou no ar - talvez porque tenho muito medo de avião e uma criatividade infinita para imaginar acidentes e por isso, me sentindo mais perto da morte, meus sentidos ficam mais aguçados. Duas frases não saíram da minha cabeça. Uma delas foi dita pelo interessantíssimo personagem de Javier Bardem, o pintor boêmio: “Acima de tudo, sempre afirmei a vida.”

Me identifiquei completamente.

Tudo em mim sempre afirmou a vida, desde o SIM que tenho tatuado no pulso até minha monografia feita quando me formei em Filosofia, que chocou a PUC (uma universidade católica, como todos sabem), pois tinha como tema “A moral cristã como negação de vida e a sexualidade como afirmação de vida”. Nietzscheana que sou, só acreditaria num deus que soubesse dançar. Sempre celebrei a leveza, mesmo que insustentável. Sempre me livrei de qualquer tipo de moral que limitasse o meu SIM.

Outra frase interessante é dita no final do filme, pelo narrador em off quando fala que Cristina, a livre e insatisfeita personagem de Scarlett Johansson, andava pela vida sem saber o que queria, mas sabendo muito bem o que não queria. Frase simples e aparentemente óbvia, mas que ali, na escuridão do voo, me veio como o maior dos insights. Para que se chegue a afirmar a vida, tem que se estar muito ciente do que não se quer. E me dei conta de que, quanto mais o tempo passa, mais claras vão ficando essas negações. Percebi que no alto dos meus 29 anos recém feitos, eu sabia MUITO bem o que não queria. E isso é uma conquista, sentir-se dona de sua vida e poder dizer: não gosto disso, não quero, não vou fazer. O insight, na verdade, foi a junção das duas frases aparentemente tão diferentes - a afirmação do eu se dá, muitas vezes, através de algumas negações.

Aliás, coincidentemente ou não, esses dias troquei a frase da parede da minha casa. Por cinco anos eu tinha estampado nela o seguinte trecho do On The Road, do Jack Kerouac: “As únicas pessoas que me interessam são as loucas, aquelas que são loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas. As que desejam tudo ao mesmo tempo. As que nunca bocejam ou dizem algo desinteressante, mas que brilham como luminosos fogos de artifício cruzando o céu.” Palavras lindas, mas que esgotaram seu tempo por aqui. Troquei o trecho por uma única frase, do filósofo Deleuze: “Não perturbe o tornar-se”. Observem que a primeira é extremamente afirmativa enquanto a segunda começa com um imperativo “Não perturbe..”.

Percebi isso agora, enquanto escrevia esse texto. Essa é a minha afirmação atual, que vem através dessa bela negação. Porque tudo o que eu quero é que ninguém perturbe o meu “tornar-se”.

DEGANI E A MARIA

10fev

publicado por Maria Cultura

Ilustrações / Charges de José Lourenço Degani.

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