27abr
publicado por Maria Cultura
Recebemos a dica por e-mail, adoramos e lá vai o repasse..
Como diz o título: sim, existe uma biblioteca digital de acesso gratuito, e pouquissíma gente sabe.
No Domínio Público - Biblioteca digital desenvolvida em software livre o Ministério da Educação disponibiliza desde vídeos da TV Escola até grandes obras de Leonardo Da Vinci.
A péssima notícia é que ela está prestes a ser desativada por desuso. Isso mesmo, o número de acessos dessa maravilha cultural é extremamente baixo.
A boa notícia é que depende de nós mudar esse destino.
Divulguem, repassem, comentem e, principalmente, ACESSEM!! www.dominiopublico.gov.br
26mar
publicado por Maria Cultura
Rolou essa semana uma super promoção da Galeria Pixel Show com o pessoal da DEZ PROPAGANDA.
Um concurso de cartazes entres os DA’s / designer / ilustradores da DEZ.
Hoje nós conhecemos a grande vencedora!!
MARIANA COUTO ganhou com o cartaz abaixo que vai estar na mostra Cartazes print X Cartazes Ink, na galeria Pixel Show.
“O trabalho brinca com o conjunto de linhas, cores e sombras, gerando uma ideia de profundidade.”
 

Tags: 10 e 11 de abril, arte, Cartazes Print x Cartazes Ink, dez propaganda, Galeria PixelShow, maria cultura, Mariana Couto, pixel show, Pixel Show POA 2010, pixel show porto alegre, porto alegre
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30jan
publicado por Maria Cultura
15jan
publicado por Maria Cultura
2out
publicado por camifarina
Por Luciana Chwartzmann
Mãe da Alice e da Cecília e proprietária da Lezanfan
Cresci ouvindo histórias contadas pelo meu pai sobre a vinda dos meus avós da Rússia antes da Primeira Guerra e pensava: só vou contar histórias do Pinóquio e da Branca de Neve para meus filhos.
Cresci vendo a minha mãe desenhar vestidos em milhares de pedaços de papel para, então, me levar na costureira para tirar medidas e pensava: que tortura, não seria mais fácil comprar pronto?
Cresci indo na garupa do meu pai até a loja dele onde ficava horas esperando que ele acabasse o trabalho pra me dar atenção e pensava: quando crescer quero ser pediatra.
Cresci dividindo meus pais com mais três irmãs intensas, espaçosas, barulhentas e pensava: quero ficar quietinha no meu mundo.
Cresci lambendo a espátula da batedeira do bolo de chocolate na cozinha da minha casa em Passo Fundo e pensava: quero todos esses cadernos de receita para eu poder fazer as minhas próprias misturas.
Cresci num lar tradicionalmente judaico experimentando o sabor de cada coisa esquisita tipo borscht, vareiniques, guefiltefish e pensava: por favor, uma batata frita!
Cresci e amadureci e penso que hoje sou um pouco e muito de tudo isso.
Amadureci e descobri que não é possível viver sem história, sem essência, sem sabor, sem amor, sem calor.
Descobri que o privilégio de ter nascido numa casa cheia de crianças me manteve sempre disposta para grandes desafios e aventuras.
E hoje, quando me vejo dona de um espaço para crianças, em pleno Bairro Moinhos de Vento, percebo que em cada detalhe que planejei tem o olhar sutil da minha mãe quando nos vestia, tem a habilidade do meu pai em criar vínculos fortes com quem quer que fosse e tem a pureza e a imaginação daquela infância inspiradora.
Mas de tudo o que vivi, o melhor mesmo era quando o verão chegava e o meu pai oferecia um pedaço da parte da fruta mais deliciosa e colorida da estação. Então ele me dizia: filha, este é o coração da melancia. E eu pensava: quando eu crescer vou fazer igualzinho para as minhas filhas.
* texto publicado no site Guia Moinhos de Vento.
21jul
publicado por Maria Cultura
Por Daniel Márquez (o espanhol mucho-loco que veio estagiar aqui na Maria).

No me veo escribiendo diariamente porque me considero vago, pero hoy me he decidido a escribir algo para mis amigos de la María (todo un logro).
Allá por el 2007, antes de venir a Porto Alegre (ciudad situada al sur de Brasil y relativamente cercana a las fronteras de Uruguay y Argentina), pensé que este país no era más que samba, playas, caipiriñas o prostitución. Esta opinión formada principalmente por los medios de comunicación en Europa, es afortunadamente errónea. Brasil, y más concretamente Rio Grande do Sul, me enseñó cosas maravillosas que los futuros turistas de RS aún no conocen.
Sus preciosos valles con innumerables viñedos, me hicieron ver que los paisajes impresionantes se encuentran en los lugares más inesperados, y la comida, especialmente la carne gaucha “churrasco”, me satisface de una forma inusual. Pero lo que sin duda tengo que destacar sobre cualquiera otra cosa, es la hospitalidad y el cariño del pueblo gaucho, único en el mundo como nunca antes haya conocido. Esta hospitalidad hizo de mi primera estancia en Porto Alegre, una experiencia insólita en mi vida, donde aprendí a relacionarme con gente desconocida de una manera que nunca antes había experimentado. En tan sólo dos meses, conocí a muchas personas que parecieran que son amigos de toda la vida, y gente que lamentablemente me va a costar mucho olvidar.
Mis prácticas universitarias en “María Cultura” me permitieron la oportunidad de adquirir una experiencia muy valiosa en mi carrera publicitaria, y aunque el idioma es un hándicap (nadie lo discute), el lenguaje universal de ser hospitalario, abierto y amable elimina cualquier tipo barrera.
El cariño y admiración que tengo por esta tierra me ha hecho venir de nuevo para recordar viejos tiempos y también crear otras memorables. Lo que quiero decir con este texto, es que hay lugares y “lugares”. Y lo que no conseguí en toda una vida, lo conseguí aquí en 2 meses. Esto es sin duda lo mejor que puede ofrecer la vida.
Si tuviese que elegir una palabra que reflejara lo que siento por esta tierra, sin duda diría: “Saudade”.
1jul
publicado por Maria Cultura
por Sara Cadore

Imagine se povos extraterrestres decidissem invadir seu apartamento e morar lá. Você, simplesmente um humano, passa a ser tratado como um qualquer em seu próprio território, acuado. Já não pode mais andar pelado pela casa e tem que renovar todos os hábitos, repensar as atitudes. Começa a agir conforme a lei do invasor, viver sob domínio de estranhos, entrega-se, como se fosse domesticado. Alguns anos depois, os ETs brigam entre si e resolvem te dar uma ordem de despejo. Cansado, mas pronto para a resistência, você não vê alternativa, senão a guerra.
Não me ocorreu uma metáfora melhor para resumir a trajetória dos povos guaraníticos da região das missões gaúchas, que por volta do século 17 estiveram submissos a espanhóis e portugueses. Liderados pela figura mítica de Sepé Tiaraju, os Guaranis enfrentaram seus conquistadores com a coragem e a convicção dos bravos, defendendo seu solo como se fosse sua honra. “Esta terra tem dono!”, repetiam os legítimos heróis, que lutaram pela liberdade e deram origem ao espírito lutador de cada gaúcho. Essa história pode ser sentida em todos os olhares lançados sobre as ruínas e sítios arqueológicos dos povos missioneiros.

Durante quase um século, os padres jesuítas mantiveram cerca de 40 mil guaranis organizados em comunidades hierárquicas com agricultura, artesanato e arquitetura desenvolvidas. Lá, os jesuítas incentivavam talentos musicais, ensinavam latim e outras habilidades aos índios. A chamada utopia de batina não durou muito. Com o Tratado de Madri, em 1750, Portugal e Espanha redefiniram as fronteiras de seus domínios na América. Os Povos das Missões se transformaram em território luso e os guaranis deveriam migrar para a Argentina e Paraguai, do outro lado do rio Uruguai.
Como se acordassem de um longo transe, os índios não aceitaram perder suas terras e reagiram com movimentos planejados e a estratégia de quem conhecia cada palmo daqueles campos. A peleia foi braba, mas a união das coroas espanhola e lusitana extinguiu os nativos na Guerra Guaranítica. Até hoje podem se ver as feridas abertas na região. E também o olhar guerreiro de quem sabe o valor da sua terra e da raça de seus ancestrais.

Para quem sai de Porto Alegre, são cinco horas de estrada até a pequena aldeia de São Miguel das Missões. Lá chegamos à Pousada das Missões, um hostel localizado a 150 metros das ruínas da imponente catedral dos ventos. As instalações são tão boas quanto o preço e o atendimento do lugar. Do café da manhã ao bistrô, eram nas orgias gastronômicas que podia-se encontrar o seleto público de visitantes: mochileiros do mundo, estudantes, jovens casais e famílias inteiras procurando sossego, bucolismo e história.
Para provar as delícias da culinária campeira e um ambiente mais do que peculiar, a opção foi o único restaurante aberto para o almoço no feriado: Kaiper Ely. Comida missioneira, de fogão a lenha e sem frescura: feijão mexido, arroz, batata doce e carne de porco na panela (a gordura é figurativa, vá com fé). A família do seu Luiz te recebe com toda a hospitalidade de quem não vê muitos visitantes durante a semana. Apesar de tantas belezas, ainda falta jeito com o turismo na região. Não se assuste quando o proprietário mostrar as fotos da festa junina de 20 anos atrás, ou apresentar o filho Zeno Alcides. Eles são inofensivos e amores de pessoas.
A caminhada digestiva é no próprio sítio arqueológico de São Miguel. O passeio sai pela bagatela de R$5 (a meia-entrada para estudantes e melhor-idade funciona). Reserve algumas horas para desbravar cada ângulo da enormidade do lugar. O conselho é contemplar. Com sorte você pega um dia de sol, assim como o que passamos lá. A noite estava igualmente limpa e povoada de estrelas. Ela é o cenário do Espetáculo de Som e Luz, que emociona ao contar a história das reduções jesuíticas desde o seu nascimento, desenvolvimento até a crise e a decadência dos guaranis. As vozes de Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo e Lima Duarte, entre outros, engrandecem o show. Entender a história contada pelos seus heróis e pela própria igreja é uma experiência incrível.
Perto dali estão os sítios arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e o Santuário do Caaró. Os dois primeiros são essenciais, com seus cemitérios centenários em meio a paisagens esquecidas pelo tempo. Em Caaró, a homenagem aos mártires da região, que não foram poucos. Vale também a visita à Santo Ângelo, cidade simpática que replicou a catedral jesuítica de São Miguel de maneira muito fiel e respeitosa.
A leitura obrigatória que antecede esse passeio/aula de história é da obra de outro ícone das Missões: Érico Veríssimo. Ninguém contou essa saga melhor que ele em sua antológica trilogia “O Tempo e o Vento”. Um registro das nossas origens para a eternidade.
Do alto dos campos de São João Batista e São Lourenço, entre vestígios, verde, ares de guerras e heroísmo, é fácil lembrar o grande escritor. Logo o imaginário recria a imagem clássica de sua heroína Ana Terra, dizendo em tempos de espera: “Noite de vento. Noite dos mortos.” Uma ode aos que lutaram e morreram por seu chão.

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